Jerome Powell descarta novas altas nos juros do Fed

Economia e Mercados: Fed manteve a taxa de juros dos EUA, e Powell adotou um tom mais brando em seu discurso; já o Payroll apontou uma desaceleração na criação de vagas nos EUA

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Itaú Private Bank

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No centro das atenções dos investidores nesta semana, o Federal Reserve manteve os juros inalterados, como amplamente esperado. No entanto, Jerome Powell, presidente do BC americano, adotou um tom mais brando durante a coletiva de imprensa após a reunião. Ele reconheceu que os dados recentes não dão a confiança necessária para que o ciclo de cortes comece, mas descartou novas altas nos juros.

Dois dias depois, o Payroll, relatório de folha de pagamentos dos EUA, apontou uma criação de vagas mais fraca do que o antecipado, em linha com a visão de Powell, de que a desaceleração do mercado de trabalho é uma das evidências de que os juros já estão em patamar suficientemente restritivo.

Confiram mais detalhes:

Fed mantém juros e Powell descarta possível alta

O Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve (FOMC, na sigla em inglês) manteve inalterada a taxa de juro pela sexta reunião consecutiva. A autoridade afirmou que não seria apropriado reduzir os juros até que se ganhe maior confiança de que a inflação está convergindo à meta de 2%. Na conferência após a reunião, Jerome Powell, presidente do Fed, descartou a possibilidade de um possível aumento nos juros adiante. Ele afirmou que precisaria de evidências persuasivas de que a política monetária não estaria suficientemente restritiva para um cenário de alta se concretizar.

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Payroll: criação de vagas desacelera em abril

O Payroll indicou a criação de 175 mil vagas em abril nos EUA, abaixo do esperado e com o menor ritmo dos últimos seis meses. A taxa de desemprego surpreendeu para cima, com uma alta de 3,9%. Já a taxa de participação seguiu em 62,7%, como esperado. Os ganhos salariais por hora trabalhada desaceleraram tanto na comparação mensal quanto na anual. A leitura mais branda veio em linha com o discurso de Powell na coletiva, quando afirmou que o mercado de trabalho em desaceleração e a fraqueza nos gastos mais sensíveis aos juros são algumas das evidências de juros em patamar suficientemente restritivo, descartando novas altas à frente.

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IGP-M de abril volta a registrar alta

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) divulgado pela FGV avançou 0,31% em abril, acima da expectativa. O acumulado dos últimos 12 meses foi de -3,0%. Enquanto os preços no atacado do setor agrícola aceleraram, com destaque para a alta nos preços da soja, os custos no segmento industrial recuaram, influenciados principalmente pela queda no preço do minério de ferro. Em 12 meses, ambos os setores acumularam queda, enquanto os preços ao consumidor e os custos da construção seguiram contribuindo positivamente para o indicador.

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Mercado de trabalho brasileiro segue apertado em março

A taxa de desemprego do trimestre encerrado em março foi de 7,9%, segundo a Pnad Contínua. O resultado veio ligeiramente abaixo das expectativas do mercado. Com ajuste sazonal, a taxa de desemprego caiu para 7,6% no trimestre encerrado em fevereiro. A taxa de participação subiu para 62,2%, e a massa salarial real efetiva avançou impulsionada pela expansão do emprego. Em geral, os dados corroboram nossa visão de um mercado de trabalho apertado, o que deve sustentar salários em patamar elevado.

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Produção industrial brasileira cresce 0,9% em março

A produção industrial nacional registrou uma alta mensal de 0,9%, abaixo das projeções do mercado, marcando o segundo aumento consecutivo. Frente a março de 2023, a indústria recuou 2,8%. No primeiro trimestre de 2024, a produção expandiu 0,3% tri/tri, puxada pelo avanço da indústria de transformação, enquanto a mineração/extrativa recuou no período. Assim, mantemos nossa visão de crescimento econômico sólido no primeiro trimestre do ano. Projetamos avanço de 2,3% para o PIB de 2024.

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Moody’s revisa perspectiva de crédito do Brasil para positiva

A Moody’s, agência de classificação de risco, revisou a perspectiva do Brasil de estável para positiva e afirmou o rating de crédito da dívida em Ba2. Esta é a primeira alteração que a agência faz na perspectiva de crédito do Brasil desde 2018, quando passou de negativa para estável. Em uma declaração anunciando a revisão, a Moody’s citou um crescimento mais robusto combinado com um progresso contínuo, embora gradual, no sentido da consolidação fiscal.

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PIB sobe mais do que o esperado na Zona do Euro

Na Zona do Euro, o Produto Interno Bruto (PIB), surpreendeu positivamente, avançando 0,3% no primeiro trimestre, acima das expectativas e consolidando uma melhora da atividade econômica na margem. Já o índice de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve alta de 2,4% em abril, na comparação anual, mantendo o ritmo do mês anterior e em linha com as expectativas. A desinflação adiciona confiança ao Banco Central Europeu quanto à convergência da inflação à meta, que deve iniciar o ciclo de cortes de juros em sua reunião de junho.

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Dados de atividade mistos na China

Os índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da China vieram ligeiramente acima do esperado em abril. Segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), a manufatura chinesa recuou para 50,3. Apesar da queda, a leitura acima de 50 pontos indica que a atividade segue em nível expansionista. Já o PMI de manufatura publicado pela Caixin, pesquisa privada chinesa, registrou alta, também acima das expectativas. O PMI não-manufatureiro, por sua vez, recuou para 51,2, com serviços registrando queda significativa.

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