PIB avança 2,9% em 2023, mas fica estável no 4T23
Economia e Mercados: IPCA-15 sobe 0,78%, abaixo das expectativas do mercado, enquanto o PIB do quarto trimestre vem alinhado ao esperado
Por Itaú Private Bank
Nesta semana, o IBGE divulgou o IPCA-15 de fevereiro, que veio abaixo do esperado pelo mercado, e o PIB do quarto trimestre de 2023, que cresceu alinhado às expectativas.
Enquanto isso, o núcleo do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos EUA reforçou um quadro de desinflação mais gradual e uma atividade resiliente no país.
Confira mais detalhes a seguir.
PIB brasileiro cresce 2,9% em 2023
No quarto trimestre de 2023, o PIB do Brasil ficou estável (em 0,0%) em relação ao trimestre anterior, de acordo com o IBGE. O resultado veio próximo das expectativas (0,1%) e foi puxado principalmente pela desaceleração do setor de serviços e da agropecuária. Na comparação anual, o crescimento foi de 2,1%. Com isso, o PIB fechou 2023 com um crescimento de 2,9%. Nossa projeção para o PIB de 2024 está em 1,8%, mas com viés de alta.
IPCA-15 sobe 0,78% em fevereiro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de fevereiro subiu 0,78%, abaixo da expectativa do mercado (0,83%). Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,49%, ligeiramente acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores. A leitura veio abaixo das expectativas, com surpresa baixista em industriais subjacentes (vestuário) e serviços subjacentes próximos do esperado, ainda que em patamar pressionado. Para 2024, projetamos IPCA de 3,6%.
IGP-M registra deflação em fevereiro
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 0,53% em fevereiro, próximo da expectativa do mercado (-0,52%). A taxa acumulada em 12 meses caiu para -3,8%, com o setor industrial e o agrícola registrando deflação, enquanto os preços ao consumidor e os custos da construção seguiram contribuindo positivamente para o indicador nessa base de comparação.
Taxa de desemprego recua mais do que o esperado no Brasil
Segundo dados da Pnad Contínua, a taxa de desemprego brasileira do trimestre encerrado em janeiro atingiu 7,6%, ligeiramente abaixo das expectativas. Com ajuste sazonal, a taxa de desemprego caiu para 7,8%, de 8,0% no trimestre encerrado em dezembro. Em geral, os dados de janeiro continuaram mostrando a resiliência do mercado de trabalho, com crescimento da população ocupada e aceleração dos salários.
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PIB dos EUA surpreende e cresce 3,2% no 4T23
O Escritório de Análise Econômica (BEA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos divulgou a segunda estimativa do PIB do quarto trimestre de 2023. No período, o indicador avançou 3,2% na comparação trimestral, em termos anualizados, marcando uma revisão para baixo do indicador em relação ao que havia sido divulgado inicialmente (3,3%). Embora o indicador tenha sido revisado ligeiramente para baixo, a alta no consumo reforça a leitura de que a atividade econômica continua resiliente no país.
Inflação medida pelo núcleo do PCE sobe 0,4% em janeiro
O núcleo do Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos EUA, que exclui os componentes mais voláteis, como energia e alimentos, avançou 0,4% em janeiro, na comparação mensal, acelerando em relação ao mês anterior. Na base anual, a alta foi de 2,8%, desacelerando frente a dezembro. Em geral, a divulgação veio em linha com as expectativas, reforçando um quadro de desinflação mais gradual e atividade resiliente no país, em linha com a leitura mais recente do Federal Reserve (Fed, banco central americano).
PMI na China vem acima do esperado
Na China, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de manufatura caiu em fevereiro, para 49,1, patamar que indica contração da atividade, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas chinês. Essa queda deve-se às baixas da produção, estoques e emprego. Já o índice de não-manufatura teve alta para 51,4, impulsionada pelo setor de serviços. Ambos ficaram acima do esperado. Na direção contrária ao indicador oficial, o PMI de manufatura da Caixin subiu para 50,9, mas a amostra da pesquisa privada é composta de empresas menores e voltadas a exportações.
Inflação na Zona do Euro sobe mais do que o esperado
A inflação de janeiro medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Zona do Euro registrou alta de 2,6% a/a no índice cheio e 3% no núcleo, ambos acima do esperado. Apesar da desaceleração em relação a dezembro, ao analisar outras métricas, como a média móvel de três meses anualizada, o núcleo do indicador acelerou para 3,7%, indicando uma reversão na tendência de desinflação. A leitura reforça a visão mais cautelosa do Banco Central Europeu, que poderia optar por um início do ciclo de cortes de juros mais tardio frente à inflação ainda pressionada.
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