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Inflação em foco pelo mundo

Economia e Mercados: resultados de inflação ao consumidor registrados no Brasil, EUA e China trazem altas acima do esperado; divulgamos também nossa revisão do cenário para março

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

O principal destaque da semana na agenda dos investidores foram os resultados da inflação de fevereiro pelo mundo. Na China, o indicador voltou ao território positivo, enquanto a leitura veio acima das expectativas no Brasil. Já nos EUA, além da leitura forte, as medidas de núcleo seguiram pressionadas.

Ainda nessa semana, divulgamos nossa revisão para o cenário brasileiro e global, considerando a flexibilização monetária americana e na Zona do Euro adiada.

Agora, as atenções se voltam para a Super Quarta, que acontece na próxima semana, quando serão divulgadas as decisões de política monetária dos EUA e do Brasil.

Confira mais detalhes:

Revisão de Cenário – Brasil

Elevamos as projeções do PIB para 2,0% em 2024 e 2025, incorporando a melhor perspectiva para o crédito. Estimamos a taxa de desemprego em 7,8% em 2024 e 2025. A atividade melhor reduz marginalmente o déficit primário (projetamos agora 0,7% do PIB em 2024 e 0,9% em 2025), mas as incertezas fiscais continuam elevadas. Mantivemos a estimativa de IPCA de 2024 (3,6%) e a de 2025 (3,5%), mas com uma composição menos benigna. Esperamos que a Selic termine o ano em 9,25% (ante 9,00%) e permaneça neste patamar em 2025.

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Revisão de Cenário – Global

Nos EUA, os dados mais fortes de emprego e inflação em janeiro, que levaram o Fed a adotar um tom mais cauteloso, indicam o primeiro corte em junho, um ritmo gradual e uma taxa terminal mais alta (entre 3,75% e 4%). Na Europa, a inflação persistente justifica a cautela do banco central. Esperamos agora o início do ciclo de cortes de juros em junho. Já na China, mantemos projeção de PIB de 4,7% em 2024 com maior suporte fiscal, mas a eficácia dos estímulos ainda é incerta.

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Inflação ao consumidor volta ao território positivo na China

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subiu 0,7% em fevereiro, na comparação anual, após ter retraído em janeiro, e acima do esperado pelo mercado em meio à forte atividade no Ano Novo Lunar, que impactou tanto alimentos quanto serviços. Já o Índice de Preços ao Produtor (PPI, em inglês) seguiu em deflação em termos anuais, uma queda mais profunda do que a leitura anterior e das expectativas. Esperamos que a inflação ao consumidor siga em território positivo, embora em níveis baixos, e a deflação do PPI deve continuar.

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IPCA tem alta em fevereiro

O IPCA de fevereiro subiu 0,83% no mês, ligeiramente acima da expectativa do mercado, mas concentrada em itens que não fazem parte do núcleo de inflação (como alimentação e preços administrados). O acumulado em 12 meses atingiu 4,5%, o mesmo ritmo observado em janeiro. O qualitativo dessa divulgação foi melhor do que o esperado, com surpresa baixista em industriais subjacentes e serviços subjacentes.

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Varejo brasileiro começa o ano em ritmo forte

O volume de vendas no comércio varejista ampliado expandiu 2,4% em janeiro em relação ao mês anterior, ficando acima das projeções do mercado. Já no conceito restrito, as vendas subiram 2,5% no mês, também superando as expectativas. Na comparação anual, a alta foi de 4,1%. De forma geral, os segmentos mais sensíveis à renda, como hiper e supermercados, trouxeram resultados surpreendentemente positivos, em linha com os resultados sólidos do mercado de trabalho e criando um viés positivo para o PIB do 1T24.

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Setor de serviços brasileiro surpreende em janeiro

O volume de serviços do Brasil apresentou um crescimento mensal de 0,7% em janeiro, marcando o terceiro resultado positivo consecutivo. A leitura veio bem mais forte do que o projetado pelo mercado, que esperava uma contração do indicador. Na comparação anual, a alta foi de 4,5%, o avanço mais intenso desde maio de 2023. O desempenho foi impulsionado por transportes e comunicação. Os resultados dos serviços e das vendas no varejo corroboram um PIB mais forte para o 1T24.

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PIB do Reino Unido mostra recuperação momentânea

O PIB do Reino Unido apresentou uma melhora de 0,2% em janeiro na comparação mensal, após uma queda na leitura anterior. A alta veio ligeiramente acima das expectativas do mercado. O destaque positivo ficou por conta da aceleração do setor de construção e dos serviços, enquanto a produção industrial registrou retração. Apesar do crescimento positivo no mês, a divulgação não altera o cenário de estagnação da atividade econômica da região, que terminou 2023 em uma recessão técnica, após duas retrações trimestrais consecutivas.

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Produção industrial cai na Zona do Euro

A produção industrial da Zona do Euro registrou uma queda de 3,2% em janeiro, em relação ao mês anterior. A contração também foi mais intensa do que a registrada em dezembro, em 2,6% após revisão. A leitura veio bem abaixo da expectativa do mercado, que apontava para uma queda menos profunda. A fraqueza da indústria foi geral para todos os países da Zona do Euro, mas exacerbada pela queda na Irlanda.

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Vendas no varejo nos EUA abaixo do esperado

As vendas no varejo dos EUA avançaram 0,6% em fevereiro, abaixo das expectativas do mercado. O destaque, no entanto, ficou com as revisões aplicadas à série, que trouxeram os valores de dezembro e janeiro para baixo, por exemplo. A leitura em território positivo no mês, bem como o crescimento de 1,5% na comparação anual, reforça o quadro de atividade resiliente no país. Ainda assim, as revisões baixistas para os últimos meses destacam os sinais de moderação do consumo, após o forte segundo semestre do ano passado.

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Inflação americana sobe mais do que o esperado em fevereiro

O índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,4% em fevereiro, em linha com o esperado, mas ligeiramente acima do registrado em janeiro. Em 12 meses, a inflação acelerou para 3,2%, levemente acima do esperado e da leitura anterior. A composição mostra os preços de serviços sendo o fator mais persistente da inflação, enquanto o núcleo de bens segue contribuindo negativamente. Além de uma leitura forte, as medidas de núcleo seguem pressionadas na margem e ainda distantes da meta de 2% em 12 meses.

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