PIB da China surpreende; Governo brasileiro reduz meta fiscal

Economia e Mercados: Roberto Campos Neto assumiu tom mais cauteloso frente às incertezas no cenário externo e local; governo brasileiro anunciou mudança na meta fiscal de 2025

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Itaú Private Bank

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O encontro de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) foi um dos destaques dessa semana. O evento contou com a presença do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que adotou um tom mais cauteloso com relação aos próximos passos do Copom. Os investidores também repercutiram a mudança na meta fiscal anunciada pelo governo.

No cenário internacional, o aumento da tensão no Oriente Médio chamou a atenção, enquanto na frente de dados, o Produto Interno Bruto (PIB) da China superou as expectativas do mercado no primeiro trimestre de 2024.

Confira mais detalhes:

Governo revisa meta fiscal de 2025

O governo apresentou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025 ao Congresso, alterando a meta fiscal de um superávit primário de 0,5% do PIB para 0%. As projeções para o horizonte adiante também ficaram mais modestas: superávit de 0,25% em 2026 (anteriormente 1%). A nova trajetória não altera nossas projeções. Sem medidas compensatórias e com menos ímpeto na agenda de receitas, o sinal é negativo à frente, apesar de melhores números de receita no curto prazo. Projetamos um déficit primário de 0,9% do PIB em 2025, pior do que o resultado esperado para 2024 (um déficit de 0,6%).

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Roberto Campos Neto adota tom cauteloso em reunião do FMI

Durante os encontros do Fundo Monetário Internacional (FMI), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, adotou um tom cauteloso com relação aos próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom). Afirmou que o Copom fará os ajustes conforme o cenário se desenvolver até maio, sem descartar nenhuma alternativa, incluindo a possibilidade de uma redução no ritmo de cortes. Vale lembrar que as incertezas em torno do cenário aumentaram, com a alta inflação nos EUA e o aumento do risco geopolítico levando a um movimento global de aversão ao risco, potencializado no Brasil pela crescente incerteza sobre a perspectiva fiscal.

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IBC-Br avança pelo quarto mês consecutivo

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de fevereiro subiu 0,40% na comparação mensal. Com isso, o indicador marca sua quarta alta consecutiva, mas com leve desaceleração em relação a janeiro. Na comparação anual, a alta foi de 2,59%. A divulgação consolida a expectativa de um crescimento mais forte no primeiro trimestre do ano.

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Tensão se intensifica no Oriente Médio

A semana foi marcada pela tensão no Oriente Médio, após o Irã disparar drones e mísseis (a maioria interceptada pelas defesas) contra Israel para retaliar o ataque atribuído ao país no consulado iraniano em Damasco no começo de abril. Já na quinta-feira, Israel contra-atacou, com explosões que visaram instalações militares em uma cidade pouco populosa do Irã, o que foi interpretado como uma resposta calibrada para não escalar mais a situação e podendo sugerir que o Irã sentirá pouca necessidade de uma resposta imediata. Porém, o cenário à frente segue incerto.

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Vendas no varejo avançam mais do que o esperado nos EUA

As vendas no varejo dos Estados Unidos cresceram 0,7% em março, acima das expectativas do mercado. Além disso, houve revisão para cima da leitura anterior, que agora está em 0,9%. Ao excluir automóveis e gasolina, as vendas subiram 1,0% no mês, bem acima do esperado e acelerando em relação a fevereiro (também revisado para cima). Já o grupo de controle, que tem maior relação com o componente de consumo do Produto Interno Bruto (PIB) americano, acelerou para 1,1%, também acima das expectativas e da leitura anterior, revisada para 0,3%. A forte leitura de março reforça um quadro de atividade resiliente sustentada pelo consumo.

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Dados de atividade ambíguos na China

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 5,3%, na comparação anual, no primeiro trimestre de 2024, acima das expectativas e acelerando em relação ao resultado anterior. Já na comparação trimestral, houve uma leve aceleração impulsionada pelo setor manufatureiro. Em relação aos dados de atividade de março, a produção industrial continua forte, apesar de ficar abaixo das expectativas e do resultado anterior. Os investimentos em ativos fixos registraram leve alta, também puxado pela manufatura, com a infraestrutura crescendo em um ritmo elevado. Enquanto isso, as vendas no varejo desaceleraram significativamente.

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Inflação desacelera menos do que o esperado no Reino Unido

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido desacelerou para 3,2% em março, mas ligeiramente acima do esperado pelo mercado e pelo Banco da Inglaterra. O núcleo do indicador, que exclui itens mais voláteis, também desacelerou, puxado pela parte de bens. Em geral, a leitura acima das expectativas indica que o processo de desinflação tem sido mais modesto do que o esperado, e a confirmação para o início do ciclo de cortes de juros em meados deste ano depende de dados mais benignos em abril e maio.

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