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Política monetária em foco pelo mundo

Economia e Mercados: em meio a divulgação de várias decisões nesta semana, a maior surpresa ficou com a revisão para baixo das taxas de juros do Fed para 2024

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

Em uma semana marcada por decisões de política monetária pelo mundo, o Copom reduziu novamente os juros em 50 pontos-base e sinalizou novos cortes de mesma magnitude para as próximas reuniões.

Nos EUA, o Fed manteve os juros como esperado, mas surpreendeu ao revisar para baixo a mediana das projeções das autoridades para os juros em 2024, sugerindo maior confiança no processo de desinflação e alimentando as expectativas por uma antecipação do início do ciclo de cortes. Após o encontro, o mercado adiantou em uma reunião a expectativa para o primeiro corte, agora em março.

Confira mais detalhes.

Fed mantém juros e projeta taxas mais baixas para 2024

O Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve (FOMC, na sigla em inglês) manteve os juros no intervalo de 5,25% a 5,50% pela terceira reunião consecutiva, em linha com as expectativas. Em conferência após a reunião, o presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou que a inflação está em desaceleração, mas em patamar elevado, e que o comitê acredita que os juros estão em seu pico de alta ou próximo dele. Porém, manteve o posicionamento de cautela e não descartou a possibilidade de altas adicionais, caso preciso, para terem confiança de que a inflação voltará para a meta.

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Projeções econômicas indicam juros mais baixos para 2024

A reunião do Fed marcou também a atualização das projeções do comitê para as principais variáveis econômicas. A mediana das expectativas para os juros caiu para 2023 (já que as projeções de setembro apontavam para uma alta adicional neste ano) e para 2024, indicando três cortes ao longo do próximo ano (vs. dois na projeção anterior). Houve também uma redução significativa das expectativas para a inflação “cheia” e para o núcleo (que desconsidera itens mais voláteis) para 2023 e 2024, com a expectativa de que o indicador volte para a meta em 2026.

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Núcleo da inflação dos EUA vem dentro do esperado

O índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA avançou 0,1% em novembro, ligeiramente acima do projetado pelo mercado, que esperava uma manutenção da estabilidade de outubro (0,0%). Em 12 meses, a inflação cedeu para 3,1%, em linha com as expectativas. O núcleo, que desconsidera as contribuições de alimentos e energia, avançou conforme as expectativas, mas a composição mostrou uma piora na margem, com nova aceleração de serviços. De maneira geral, a divulgação reforça que o processo de desinflação deve seguir de maneira gradual adiante.

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Copom: mensagem inalterada

O Copom reduziu a taxa Selic para 11,75% ao ano, como esperado, e não alterou a sinalização de que manterá o ritmo de cortes nas próximas reuniões. Porém, a reunião ocorreu enquanto a decisão do Fed era anunciada e o presidente Powell dava a sua coletiva de imprensa, que abriu caminho para uma redução de juros antecipada nos EUA. Assim, mais do que de costume, os mercados deverão focar na ata da reunião, que será publicada na próxima semana. Esperamos que o ciclo termine com a Selic em 9,50%, mas podemos revisar a projeção à luz dos acontecimentos recentes.

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Brasil: IPCA varia 0,28% em novembro

O IPCA subiu 0,28% e novembro, acima do registrado em outubro (0,24%) e relativamente em linha com a expectativa do mercado (0,29%). O acumulado em 12 meses atingiu 4,68%, abaixo dos 4,82% registrados no período imediatamente anterior. A maior variação e o maior impacto vieram de Alimentação e bebidas. A leitura de novembro trouxe novamente uma composição benigna. A inflação de núcleos seguiu recuando, reforçando uma sequência de dados que confirmam o processo de desinflação em curso.

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BCE ajusta ritmo de normalização do balanço

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter suas taxas de juros inalteradas e revisou para baixo sua projeção de inflação para 2023 e 2024, com a expectativa que a inflação se aproxime da meta de 2% em 2025. O comitê também anunciou a redução da carteira do Programa de Compra de Emergência da Pandemia (PEPP) a partir do segundo semestre, em 7,5 bilhões de euros por mês até o final do ano. Em coletiva de imprensa, a presidente do grupo, Christine Lagarde, destacou que a decisão por essa normalização mais rápida, porém, não indica intenção em promover ajustes nos juros.

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Banco da Inglaterra também mantém juros inalterados

Conforme esperado, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve suas taxas de juros em (em 5,25%). A decisão, no entanto, não foi unânime. Três membros votaram a favor de uma alta de 25 pontos-base. No comunicado, a autoridade monetária britânica destacou que os juros seguirão em nível restritivo por um longo período, e não descartou novas altas caso as pressões inflacionárias persistam. Nas projeções das autoridades, a inflação voltaria para a meta de 2% ao final de 2025.

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No Brasil, vendas no varejo recuam em outubro

O volume de vendas no comércio varejista ampliado recuou 0,4% em outubro, abaixo do esperado. Na comparação anual, o indicador registrou alta de 2,5%. No conceito restrito (que desconsidera veículos, motos, partes e peças, além de material de construção), as vendas caíram 0,3% no mês, abaixo das expectativas. Na base anual, a alta foi de 0,2%. Os dados de atividade iniciam o 4T mais fracos e reforçam o cenário de desaceleração econômica.

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Vendas no varejo americano sobem mais do que o esperado

As vendas no varejo dos EUA cresceram 0,3% em novembro, acima do projetado pelo mercado. Por outro lado, houve revisão para baixo da leitura anterior (agora em -0,2%). Excluindo automóveis e gasolina, as vendas subiram 0,6%, acelerando em relação a outubro. Já o grupo de controle, que tem maior relação com o componente de consumo do PIB, acelerou para 0,4%. Apesar do cenário de inflação ainda alta e custos mais altos de financiamento, a leitura segue indicando uma economia resiliente, afastando o cenário de recessão no curto prazo.

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Dados de atividade mistos na China em novembro

A produção industrial chinesa acelerou para 6,6% a/a em novembro, acima das expectativas. Já as vendas no varejo avançaram para 10,1%, abaixo do esperado. Os investimentos em ativos fixos mantiveram o ritmo anterior, em 2,9%, enquanto a taxa de desemprego ficou inalterada (5%). Já o setor imobiliário continuou a registrar fraco desempenho. O banco central (PBoC, na sigla em inglês), por sua vez, manteve inalteradas suas taxas de juros e adicionou liquidez recorde no mercado ao injetar o equivalente a 204 bilhões de dólares pela linha de crédito médio prazo (MLF) de um ano.

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