Política monetária em foco ao redor do mundo

Economia e Mercados: enquanto o Fed e o BoE mantiveram os juros inalterados, o Copom realizou mais um corte na taxa Selic; as decisões vieram em linha com o esperado

Por Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

A semana foi marcada por decisões de política monetária ao redor do mundo. Nos EUA, o Federal Reserve seguiu com os juros inalterados, mas a atualização das projeções indicou menor queda à frente.

No Brasil, o Copom reduziu a taxa Selic, mas mudou sua sinalização com relação aos próximos passos diante das incertezas no cenário, obtendo maior flexibilidade na condução da política monetária adiante.

No Japão, a autoridade monetária elevou sua taxa básica pela primeira vez em 17 anos, enquanto na Inglaterra os juros seguiram inalterados.

A seguir, confira mais detalhes.

Copom: diante das incertezas, mudança nos próximos passos

O Copom cortou novamente a taxa Selic em 50 pontos-base para 10,75% ao ano, em linha com o esperado. A avaliação do comitê é que o cenário-base não mudou substancialmente. Contudo, diante da elevada incerteza e da necessidade de maior flexibilidade na condução da política monetária, os membros optaram de forma unânime por sinalizar apenas mais uma redução de mesma magnitude nos juros, diferentemente da orientação anterior, que se estendia por mais duas reuniões. Por ora, nossa projeção segue em 9,25% a.a. ao final de 2024.

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Fazenda reduz projeção para o IPCA de 2024

O boletim macrofiscal que traz as projeções do Ministério da Fazenda apontou uma queda na projeção do IPCA para 2024, mas um aumento para o ano que vem. A estimativa do PIB permaneceu inalterada para ambos os anos. Ainda nesta semana, o governo também anunciou um bloqueio de R$ 2,9 bilhões nas despesas do Orçamento de 2024, a fim de evitar estourar o limite das despesas previstas no novo arcabouço fiscal. As estimativas oficiais indicam um déficit de R$ 9,3 bilhões (-0,1% do PIB), dentro do intervalo de tolerância da meta.

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Fed mantém juros e projeta queda menor adiante

O Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve manteve inalterada a taxa de juros americana pela quinta reunião consecutiva, como esperado. Porém, as projeções para os juros para 2025 e 2026 foram revisadas para cima, indicando um processo de cortes mais gradual adiante. Já as estimativas do PIB foram revisadas para cima por todo o período, afastando ainda mais a possibilidade de uma recessão no país. O comitê reafirmou que irá considerar o efeito cumulativo do aperto já promovido para determinar os próximos passos.

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Powell reforça abordagem dependente da evolução dos dados

Na conferência após a reunião, o presidente do Fed, Jerome Powell reafirmou que os juros provavelmente estão em seu pico e que será apropriado começar o corte em algum momento neste ano, mas evitou dar uma previsão mais assertiva de quando isso pode acontecer. Isso porque os dados fortes de inflação de janeiro e fevereiro não adicionaram a confiança necessária para iniciar a redução de juros, mas não descartou a possibilidade de cortes nas próximas reuniões. Por fim, reforçou a importância de seguir uma abordagem dependente da evolução dos dados, avaliando o cenário a cada reunião.

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Banco da Inglaterra mantém juros inalterados

O Banco da Inglaterra decidiu manter sua taxa de juros em 5,25%, em linha com o esperado. Segundo o comunicado, a decisão não foi unânime, com um voto contrário, que defendia um corte de 25 pontos-base. Além disso, houve uma mudança no posicionamento de dois membros, que antes eram favoráveis a mais uma alta, e agora foram a favor da manutenção dos juros. No que diz respeito aos próximos passos, o comitê afirmou que continuará monitorando a evolução dos dados econômicos para avaliar por quanto tempo a taxa deverá ser mantida em seu nível atual.

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Banco Central do Japão eleva taxa de juros

O Banco Central do Japão (BoJ, na sigla em inglês) encerrou sua política de juros negativos, mas manteve a postura acomodatícia, conforme esperado. A taxa básica foi elevada para um intervalo entre 0 e 0,1%, marcando a primeira alta em 17 anos. No documento, a autoridade afirmou que não irá mais seguir com a política de controle da curva de juros, mas deixou os passos futuros em aberto e ressaltou que as atuais condições ainda prescrevem uma política acomodatícia, mas sem descartar possíveis aumentos adicionais.

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PMI composto da Zona do Euro registra alta

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro avançou mais do que o esperado pelo mercado em março, para 49,9, ligeiramente abaixo de 50 pontos, patamar que indica contração da atividade. O resultado foi puxado pelo avanço do setor de serviços, que subiu acima das expectativas. Já o PMI de manufatura registrou uma queda inesperada devido à queda no tempo de entrega dos fornecedores. Em geral, a leitura aponta para uma estabilidade da atividade no primeiro trimestre do ano.

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Dados de atividade surpreendem na China

A produção industrial chinesa acelerou para 7,0% no bimestre janeiro e fevereiro na comparação anual, acima das expectativas, apoiada pelo setor de manufatura e pelas exportações. Os investimentos em ativos fixos subiram, também puxados pela manufatura, e com a infraestrutura crescendo em ritmo elevado. Já o setor imobiliário continuou com desempenho fraco, apresentando queda nas vendas e na construção. Mantemos a nossa projeção para o PIB em 2024 em 4,7%, mas as preocupações com o setor imobiliário continuam.

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